segunda-feira, 27 de abril de 2009
o poder do tempo
hoje, por 5 min, perdi uma aula que não podia ter perdido. O relógio já foi correctamente acertado, mas a aula foi-se. Hoje sinto-me miserável. Miserable and wretched.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
muito mais além do que eu posso imaginar
...se eu tomar as asas da alva e voar, se eu habitar no extremo do mar, eu sei que até ali a tua mão me guiará, tua destra me susterá, teu olhar me encontrará... (Cristina Pinho). Linda =)
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Esta manhã
já me fartei de produzir!
Vamos lá ver se o resto do dia corre também de feição e eu consigo acabar tudo o que tenho para fazer hoje e tinha para fazer ontem LOL =)
Um óptimo dia para todos os colegas (bloguistas e não bloguistas).
Vamos lá ver se o resto do dia corre também de feição e eu consigo acabar tudo o que tenho para fazer hoje e tinha para fazer ontem LOL =)
Um óptimo dia para todos os colegas (bloguistas e não bloguistas).
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Desde criança
que tenho tendência para deprimir. Umas vezes mais outras mais ou menos, volta não volta lá anda o girassol doentiamente deprimido. Depois de pensar na razão dos meus "deprimendos" cheguei hoje, finalemnte, à conclusão que os mesmo são causados por um "sentimento de não-realização". Espero resolver esta questão rapidamente.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Corpos Danone
Esta semana tem sido particularmente desafiante no que respeita as minhas (más)digestões... não há uma pessoa de ser magra... arghh...
terça-feira, 14 de abril de 2009
um dó li tá...
Tenho constatado que a esmagadora maioria das pessoas (ditas adultas) se resignam com as coisas na sua vida. Depois de várias tentativas frustradas (cujo número varia de caso para caso), acabam por ficar com o que encontram (mesmo quando o que encontram é nada). Isto aplica-se a todas as áreas da vida: onde antes existiu um sonho que não se conseguiu alcançar, existe agora a sensação de resignação, uma resignação pseudo-satisfatória.
Tenho constatado também que a resignação é um estado (ou sensação) realmente insatisfatória, onde existem três opções: convencer-se diariamente de que isto (a situação) é o melhor; saber que não é o melhor e continuar a sonhar com um futuro diferente, mantendo aquela situação; mudar.
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A segunda, creio, acaba por levar à insanidade. E infelizmente a mais frequente é a primeira - onde o sonho e o desejo é reprimido ou existe uma tentativa de direcção do mesmo à situação que se vive, o que conduz à tristeza, que por sua vez conduz a um estado de desânimo induzido constante - e que atinge, como disse antes, a esmagadora maioria dos portugueses. Ora, este estado constante de desânimo é ainda mais acentuado quando absorvemos (quais esponjas) os jornais e telejornais e os velhos e velhas do restelo (que podem ser aqueles colegas e mesmo amigos com quem passamos a maior parte do dia). Infelizmente também, o Velho do Restelo tem hoje outras formas - mas os ouvidos dos portugueses continuam os mesmos. E chamo portugueses não apenas aos que possuem esta nacionalidade (que eu me orgulho de ter), mas também aos que, por uma razão ou por outra, já adquiriram este péssimo hábito nosso (talvez por osmose?).
A questão é que a má língua é uma coisa altamente contagiosa e o número um no que respeita às doenças do coração. E passamos ao lado do "sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida". Parece que, à medida a que se vai crescendo, a compreensão de que é do coração (não apenas enquanto órgão físico) que procede a vida vai passando com os anos. E tal como os anos, nem damos por isso.
Temo-nos tornado, como sociedade, pessoas pouco criteriosas. Falta constantemente o "julgai todas as coisas, retende o que é bom".
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A terceira opção é a da mudança. Porque será que o português tem tanto medo de mudar? Confesso que a justificação dos Descobrimentos como época de grande tristeza (muitas mortes, quem ia ao mar não voltava) e dos muitos muitos anos debeixo do regime salazarista como justificação para a maneira de ser actual dos portugueses me causa alguma estranheza. Não digo que não tenha tido influência (nomeadamente a segunda, ainda muito recente), mas a este ponto? Não. Existe aqui um outro problema, de um foro diferente, que tem que ser resolvido de joelho no chão e etômago a roncar. E só há um grupo na sociedade que o pode resolver, mas isso fica para outro dia - que agora estamos muito ocupados.
Creio que este desejo por algo melhor que realmente nos satisfaça é, não só fundamental a uma vida saudável, como realizável. Não gosto de pessoas que dizem que os sonhos são coisa de criança, e não gostei quando um dia alguém olhou para mim e disse "estás a crescer", referindo-se ao estado lamentável em que me encontrava na altura fruto de uma das maiores decepções que já recebi em toda a minha vida. O desejo de ser como uma criança (não na parte da irresponsabilidade) devia estar em nós diariamente. Essas pessoas deviam perder a voz durante uns tempos.
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Não gosto de pessoas aversas à mudança porque não querem que os outros mudem - como não procuram a sua felicidade, não querem que os outros a procurem também. É verdade, às vezes também não gosto de mim.
E tenho muita pena das pessoas que se resignam, porque o melhor ainda está para vir, e assim quando chegar elas vão estar ocupadas com relacionamentos medíocres, empregos medíocres, casas medíocres, pessoas medíocres, actividades medíocres. E a oportunidade vai passar ao lado, e será aproveitada por outro.
Tenho constatado também que a resignação é um estado (ou sensação) realmente insatisfatória, onde existem três opções: convencer-se diariamente de que isto (a situação) é o melhor; saber que não é o melhor e continuar a sonhar com um futuro diferente, mantendo aquela situação; mudar.
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A segunda, creio, acaba por levar à insanidade. E infelizmente a mais frequente é a primeira - onde o sonho e o desejo é reprimido ou existe uma tentativa de direcção do mesmo à situação que se vive, o que conduz à tristeza, que por sua vez conduz a um estado de desânimo induzido constante - e que atinge, como disse antes, a esmagadora maioria dos portugueses. Ora, este estado constante de desânimo é ainda mais acentuado quando absorvemos (quais esponjas) os jornais e telejornais e os velhos e velhas do restelo (que podem ser aqueles colegas e mesmo amigos com quem passamos a maior parte do dia). Infelizmente também, o Velho do Restelo tem hoje outras formas - mas os ouvidos dos portugueses continuam os mesmos. E chamo portugueses não apenas aos que possuem esta nacionalidade (que eu me orgulho de ter), mas também aos que, por uma razão ou por outra, já adquiriram este péssimo hábito nosso (talvez por osmose?).
A questão é que a má língua é uma coisa altamente contagiosa e o número um no que respeita às doenças do coração. E passamos ao lado do "sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida". Parece que, à medida a que se vai crescendo, a compreensão de que é do coração (não apenas enquanto órgão físico) que procede a vida vai passando com os anos. E tal como os anos, nem damos por isso.
Temo-nos tornado, como sociedade, pessoas pouco criteriosas. Falta constantemente o "julgai todas as coisas, retende o que é bom".
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A terceira opção é a da mudança. Porque será que o português tem tanto medo de mudar? Confesso que a justificação dos Descobrimentos como época de grande tristeza (muitas mortes, quem ia ao mar não voltava) e dos muitos muitos anos debeixo do regime salazarista como justificação para a maneira de ser actual dos portugueses me causa alguma estranheza. Não digo que não tenha tido influência (nomeadamente a segunda, ainda muito recente), mas a este ponto? Não. Existe aqui um outro problema, de um foro diferente, que tem que ser resolvido de joelho no chão e etômago a roncar. E só há um grupo na sociedade que o pode resolver, mas isso fica para outro dia - que agora estamos muito ocupados.
Creio que este desejo por algo melhor que realmente nos satisfaça é, não só fundamental a uma vida saudável, como realizável. Não gosto de pessoas que dizem que os sonhos são coisa de criança, e não gostei quando um dia alguém olhou para mim e disse "estás a crescer", referindo-se ao estado lamentável em que me encontrava na altura fruto de uma das maiores decepções que já recebi em toda a minha vida. O desejo de ser como uma criança (não na parte da irresponsabilidade) devia estar em nós diariamente. Essas pessoas deviam perder a voz durante uns tempos.
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Não gosto de pessoas aversas à mudança porque não querem que os outros mudem - como não procuram a sua felicidade, não querem que os outros a procurem também. É verdade, às vezes também não gosto de mim.
E tenho muita pena das pessoas que se resignam, porque o melhor ainda está para vir, e assim quando chegar elas vão estar ocupadas com relacionamentos medíocres, empregos medíocres, casas medíocres, pessoas medíocres, actividades medíocres. E a oportunidade vai passar ao lado, e será aproveitada por outro.
Thunderstorm
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